Pesquisa de Património Imóvel

DETALHES

Aqueduto da Amoreira
Designação
DesignaçãoAqueduto da Amoreira
Outras Designações / PesquisasAqueduto da Amoreira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / TipologiaArquitectura Civil / Aqueduto
TipologiaAqueduto
CategoriaArquitectura Civil
Inventário Temático
Localização
Divisão AdministrativaPortalegre/Elvas/Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso; São Brás e São Lourenço; Caia, São Pedro e Alcáçova
Endereço / Local
RUA LOCAL ZIP REF
-- -Elvas Número de Polícia:
LATITUDE LONGITUDE
38.878003-7.172354
DistritoPortalegre
ConcelhoElvas
FreguesiaAssunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso; São Brás e São Lourenço; Caia, São Pedro e Alcáçova
Proteção
Situação ActualClassificado
Categoria de ProtecçãoClassificado como MN - Monumento Nacional
CronologiaDecreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
ZEPPortaria de 30-07-1956, publicada no DG, II Série, n.º 210, de 5-09-1956 (com ZNA)
Zona "non aedificandi"Portaria de 30-07-1956, publicada no DG, II Série, n.º 210, de 5-09-1956
CLASS_NAMEMonumento
Património Mundial
Património Mundial Designação
Cadastro
AFECTACAO181501
Descrição Geral
Nota Histórico-ArtisticaDesde a época de ocupação árabe a povoação de Elvas era abastecida pelo Poço de Alcalá, situado perto do antigo Paço Episcopal (MORGADO, Amílcar, 1992). No entanto, a partir do século XV, devido ao aumento da população, o poço tornou-se insuficiente para abastecer de água a cidade. Logo no início do reinado de D. Manuel, o monarca autorizou o lançamento de um imposto, o Real de Água, para serem executadas obras de conservação do poço medieval.
Estas obras não resolveram os problemas de abastecimento existentes, pelo que a edilidade local pensou em construir um aqueduto que trouxesse a água desde os arrabaldes, no local da Amoreira, até ao centro da cidade.
Em 1537 D. João III designou o arquitecto Francisco de Arruda, mestre das obras do Alentejo e autor do Aqueduto da Prata de Évora, para executar o projecto do novo aqueduto de Elvas (RODRIGUES, Jorge, PEREIRA, Mário, 1995, p. 44). As obras iniciaram-se no mesmo ano, prosseguindo até 1542, data em que a extensão do canal chegava ao Convento de São Francisco.
Seguiu-se então a execução da parte mais complexa do projecto, uma vez que depois dos seis quilómetros iniciais já edificados, os arcos do aqueduto iriam aumentar de dimensão. A obra tornava-se cada vez mais onerosa, embora os impostos cobrados aos habitantes da cidade destinados à edificação do aqueduto fossem sendo aumentados ao longo dos anos.
Em 1547 as obras eram suspensas devido à falta de verbas, sendo retomadas somente em 1571. Esta segunda campanha de obras, que terá sido orientada pelo engenheiro Afonso Álvares, prosseguiu até 1580, quando a subida ao trono de Filipe I originou uma nova interrupção dos trabalhos.
A fábrica de obras foi retomada no início do século XVII, e cerca de 1610 concluíu-se que era necessário alterar o projecto do aqueduto, dando-lhe mais altura, para que fosse possível levar a água até ao Largo da Misericórdia (MORGADO, Amílcar, 1992). Esta decisão atrasou ainda mais a conclusão dos trabalhos, devido não só às dificuldades práticas relacionadas com o trabalho de engenharia como também pelo aumento dos custos do projecto.
Finalmente, em 1620 correram pelo aqueduto as primeiras águas dentro dos muros da cidade, que iam então desembocar numa fonte provisória construída junto à antiga Igreja da Madalena. No ano de 1622 estava concluída a Fonte da Misericórdia, que finalizava o percurso das galerias do aqueduto, tornando-se um dos pontos centrais da cidade.
O aqueduto, que se estende por uma extensão de cerca de oito quilómetros, comporta um conjunto de diversas galerias, que numa primeira zona são subterrâneas, e ao nível do terreno são formadas por quatro arcadas sobrepostas, apoiadas em pilares quadrangulares e fortalecidas por contrafortes semi-circulares, perfazendo uma altura de trinta e um metros.
Durante as Guerras de Restauração a defesa de Elvas, cidade fronteiriça da maior importância geo-estratégica, tornou-se um imperativo, e a localização do aqueduto transformou-se num obstáculo à construção de um novo conjunto de fortificações, pelo que os engenheiros militares puseram a hipótese de derrubar o aqueduto, possibilidade avalizada por D. João IV (Idem, ibidem).
A povoação de Elvas opôs-se a esta medida, e o Conde de São Lourenço, governador da Praça de Elvas, conseguiu através de uma petição à Coroa que o monarca desistisse da demolição. Para contornar as dificuldades do abastecimento da cidade durante a guerra foi edificada uma cisterna, desenhada pelo engenheiro Nicolau de Langres, e edificada na década de 50 do século XVII, segundo um modelo "abobadado e à prova de bomba" (RODRIGUES, Jorge, PEREIRA, Mário, 1995, p. 44), que foi ligada ao aqueduto através de um cano subterrâneo.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/ 9 de Maio de 2005
Processo
Abrangido em ZEP ou ZPCidade Fronteiriça e de Guarnição de Elvas e as suas Fortificações
Outra ClassificaçãoCidade Fronteiriça e de Guarnição de Elvas e as suas Fortificações
Nº de Imagens5
Nº de Bibliografias5

BIBLIOGRAFIA

TITULO AUTOR(ES) TIPO DATA LOCAL OBS.
ElvasPEREIRA, MárioEdição1995Lisboa
História da Arte em Portugal - O Renascimento, vol. 6MARKL, DagobertoEdição1986Lisboa
"O Aqueduto e a água em Elvas - Fontes Antigas", Caderno Cultural n.º 5MORGADO, Amílcar F.Edição1992ElvasEdição da Cãmara Municipal de Elvas
ElvasRODRIGUES, JorgeEdição1995Lisboa
Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre)KEIL, LuísEdição1943Lisboa
"O Aqueduto da Amoreira e o sistema de abastecimento de água a Elvas", Monumentos, n.º 28, pp. 92-101MASCARENHAS, José ManuelEdição2008Lisboa
"O Aqueduto da Amoreira e o sistema de abastecimento de água a Elvas", Monumentos, n.º 28, pp. 92-101QUINTELA, António de CarvalhoEdição2008Lisboa
História da Arte em Portugal - O Renascimento, vol. 6PEREIRA, Fernando António BaptistaEdição1986Lisboa

IMAGENS

Aqueduto da Amoreira - Vista parcial da arcaria

Aqueduto da Amoreira - Vista parcial da arcaria

Aqueduto da Amoreira - Vista do troço principal

Aqueduto da Amoreira - Arcaria do troço principal

Aqueduto da Amoreira - Enquadramento geral

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