Pavilhão de Portugal | |||||||||||||
Designação | |||||||||||||
Designação | Pavilhão de Portugal | ||||||||||||
Outras Designações / Pesquisas | Pavilhão de Portugal (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
Categoria / Tipologia | Arquitectura Civil / Pavilhão | ||||||||||||
Tipologia | Pavilhão | ||||||||||||
Categoria | Arquitectura Civil | ||||||||||||
Inventário Temático | |||||||||||||
Localização | |||||||||||||
Divisão Administrativa | Lisboa/Lisboa/Parque das Nações | ||||||||||||
Endereço / Local |
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Distrito | Lisboa | ||||||||||||
Concelho | Lisboa | ||||||||||||
Freguesia | Parque das Nações | ||||||||||||
Proteção | |||||||||||||
Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
Categoria de Protecção | Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público | ||||||||||||
Cronologia | Em 22-05-2023 foi solicitado à FAUP o envio do Requerimento Inicial do Procedimento bem como dos elementos necessários à tomada de uma decisão Proposta de 17-04-2023 da FAUP para a reclassificação como MN Portaria n.º 240/2010, DR, 2.ª Série, n.º 62, de 30-03-2010 (ver Portaria) Edital de 19-11-2009 da CM de Lisboa Despacho de homologação de 23-09-2009 do Ministro da Cultura Despacho de concordância de 23-10-2006 do presidente do IPPAR Parecer favorável de 26-07-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 27-04-2006 da DR de Lisboa para a classificação como IIP Edital N.º 33/2005 de 5-05-2005 da CM de Lisboa Delimitação alterada por despacho de concordância de 27-01-2005 do presidente do IPPAR Parecer favorável de 25-11-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR Informação favorável de 21-05-2004 da DR de Lisboa Proposta de 11-08-2003 da Parque Expo para ampliação da classificação, a fim de abranger os muros dos jardins do topo norte Edital N.º 76/2004 de 16-09-2004 da CM de Lisboa Despacho de abertura de 21-07-2003 do presidente do IPPAR Proposta de 12-07-2003 da DR de Lisboa para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional Despacho N.º 23/2003 de 9-07-2003 do presidente do IPPAR a solicitar que se estude a classificação | ||||||||||||
ZEP | Portaria n.º 240/2010, DR, 2.ª Série, n.º 62, de 30-03-2010 (sem restrições) (ver Portaria) Edital de 19-11-2009 da CM de Lisboa Despacho de homologação de 23-09-2009 do Ministro da Cultura Parecer favorável de 7-01-2009 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 26-06-2208 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo no sentido de se manter a delimitação aprovada Proposta de 4-01-2007 da Parque Expo para redução da delimitação da ZEP Despacho de concordância de 23-10-2006 do presidente do IPPAR Parecer favorável de 26-07-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 27-04-2006 da DR de Lisboa | ||||||||||||
Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||
Património Mundial | |||||||||||||
Património Mundial Designação | |||||||||||||
Cadastro | |||||||||||||
AFECTACAO | 12737527 | ||||||||||||
Descrição Geral | |||||||||||||
Nota Histórico-Artistica | Edificado no âmbito da Expo '98, o Pavilhão de Portugal, desenhado pelo arquitecto Siza Vieira, deveria constituir um espaço simbólico, que se coadunasse com as funções de recepção e de espaço expositivo, a desempenhar no decorrer da Expo, mas que, após o seu encerramento, pudesse ser compatível com outras funções à época ainda não definidas. É o próprio arquitecto quem refere as dificuldades colocadas por um programa que se pautava pela inexistência de referências, pois assistia-se, em simultâneo, ao nascimento de toda uma nova área urbana. Inicialmente, pensou-se implantar o edifício no eixo da doca, mas a opção por deslocá-lo para o "bordo da doca, no ângulo noroeste - como uma grande nave solidamente ancorada", permitiu ultrapassar a questão da "pedra fundadora" (a ponta do fio da meada que constrói um projecto)" (VIEIRA, 1998). Para perceber o projecto, socorremo-nos da memória descritiva escrita por Siza Vieira, que refere ainda a interacção do Pavilhão de Portugal com o "do Conhecimento dos Mares e com o edifício construído ao longo da Avenida Marginal [que] definem um amplo espaço público ribeirinho, retomando um tema secular da cidade de Lisboa" (IDEM). O edifício é formado por dois corpos - uma praça coberta, denominada por Praça Cerimonial; e um edifício de dois pisos e cave, estruturado em função de um pátio interior, apresentando um outro pátio a Norte. O primeiro, de sentido horizontalizante, é definido por dois pórticos de betão, entre os quais se desenvolve uma lâmina de betão armado, suspensa por cabos de aço. O segundo, um pouco mais elevado, apresenta a configuração já referida e as suas fachadas caracterizam-se por um abertura regular dos vãos. O alçado virado ao rio é antecedido por um pórtico de colunas, que suportam uma pala, e que se articulam com as fenestrações e com a varanda que percorre toda a fachada. Do lado oposto, destacam-se as janelas de sacada do piso superior, caracterizando-se todos os vãos por linhas depuradas. Já a fachada Norte, na diagonal, "acentua a abertura do eixo urbano da Estação do Oriente à Doca dos Olivais. Mas curiosamente, os muretes, que parecem referir-se a alinhamentos de buxo dos jardins de solares e de palácios, adossam e contrariam parcialmente esta afirmação de abertura" (AA.VV., 1998, p. 123). Muito se tem escrito sobre esta obra de Siza Vieira, vencedora, aliás, do Prémio Valmor em 1998, sendo uma constante a referência aos traços históricos que a mesma encerra, se bem que "combinados com rasgos modernos, como o lençol de betão" (IDEM, 124). Se, por um lado, se observam referências à tradição clássica nos pórticos e ritmos das janelas, a organização interna em função de uma espécie de claustro recorda a arquitectura conventual (IDEM, p. 124). Por sua vez, Kenneth Frampton, numa das mais completas monografias sobre o arquitecto português, alude à escala monumental do Pavilhão de Portugal, onde, segundo este autor, Siza fez confluir duas imagens imperiais antitéticas. Mas as referências a arquitectos como Le Corbusier, Oscar Niemayer, a Giuseppe Terragni ou mesmo ao programa da Nova Monumentalidade de 1943, são algumas das linhas interpretativas sugeridas por Frampton (2000, pp. 54-55). Durante a Expo '98, o projecto expositivo, que deveria evocar os descobrimentos portugueses e a conquista dos Oceanos, esteve a cargo de Eduardo Souto Moura, funcionando um restaurante, café e bar no restante espaço. Foi, posteriormente, palco de várias exposições e, desde então, muitos têm sido os destinos apontados para este imóvel que permanece, todavia, sem uma função específica. O que não impede que se mantenha com um dos mais representativos edifícios desta área da capital, marcando fortemente a paisagem e constituindo um símbolo para Lisboa e para o país. (Rosário Carvalho) | ||||||||||||
Processo | |||||||||||||
Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||
Outra Classificação | |||||||||||||
Nº de Imagens | 8 | ||||||||||||
Nº de Bibliografias | 4 |
TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
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Álvaro Siza - Complete Works | FRAMPTON, Kenneth | Edição | 2000 | ||
Lisboa Expo 98 Arquitectura | AA. VV. | Edição | 1998 | Lisboa | |
Lisbon Expo 98 Projects | AA. VV. | Edição | 1998 | Lisboa | |
Arquitectura Moderna e Obra Global a partir de 1900 | TOSTÕES, Ana | Edição | 2009 | Porto | Colecção Arte Portuguesa - Da Pré-História ao Século XX, n.º 16 |
Pavilhão de Portugal - Planta com a delimitação e a ZP que esteve em vigor até ser fixada a ZEP
Pavilhão de Portugal - Planta com a delimitação e a ZEP em vigor
Pavilhão de Portugal - Vista geral de norte
Pavilhão de Portugal - Fachada poente: pala
Pavilhão de Portugal - Fachada poente: pala
Pavilhão de Portugal - Fachada poente: pala
Pavilhão de Portugal - Fachada poente: pala
Pavilhão de Portugal - Fachada poente: pala
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