Castelo Belinho | |||||||||||||
Designação | |||||||||||||
Designação | Castelo Belinho | ||||||||||||
Outras Designações / Pesquisas | Castelo do Ninho Castelo do Linho / Castelo Belinho (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
Categoria / Tipologia | / | ||||||||||||
Tipologia | |||||||||||||
Categoria | |||||||||||||
Inventário Temático | |||||||||||||
Localização | |||||||||||||
Divisão Administrativa | Faro/Portimão/Portimão | ||||||||||||
Endereço / Local |
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Distrito | Faro | ||||||||||||
Concelho | Portimão | ||||||||||||
Freguesia | Portimão | ||||||||||||
Proteção | |||||||||||||
Situação Actual | Em Vias de Classificação | ||||||||||||
Categoria de Protecção | Em Vias de Classificação para IM - Interesse Municipal | ||||||||||||
Cronologia | Em 20-02-2017 foi dado conhecimento do despacho à CM de Portimão Despacho de concordância de 6-12-2016 da diretora-geral da DGPC Informação de 24-10-2016 da DRC do Algarve a concordar com a classificação municipal, por não ter valor nacional, mas sugerindo que seja como SIM Em 12-09-2016 a CM de Portimão notificou a DGPC relativamente à deliberação de abertura do procedimento de classificação de âmbito municipal Deliberação de 3-02-2016 da CM de Portimão a determinar a abertura do procedimento de classificação como IIM | ||||||||||||
ZEP | |||||||||||||
Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
CLASS_NAME | |||||||||||||
Património Mundial | |||||||||||||
Património Mundial Designação | |||||||||||||
Cadastro | |||||||||||||
AFECTACAO | 12707538 | ||||||||||||
Descrição Geral | |||||||||||||
Nota Histórico-Artistica | Imóvel O designado Castelo Belinho implanta-se no topo de uma elevação de perfil alongado que se desenvolve no sentido Norte-Sul, a cerca de 105 metros de altitude. O local enquadra-se nos contrafortes meridionais da Serra de Monchique área que se carateriza pela existência de calcários e calcarenitos miocénicos, correspondendo, também, a uma zona com boa aptidão agrícola. O edifício, que corresponde a uma antiga fortificação, assenta no substrato rochoso apresentando uma planta com forma trapezoidal erguida em "taipa militar" com grande percentagem de cal, terra e inertes de calibre reduzido. Na face externa é possível observar a aplicação de massa de cal imitando silhares de pedra e, na parede Norte (canto Noroeste), abre-se uma pequena porta ou postigo com 1,10m de largura. No interior foram registadas estruturas de época islâmica em que a base era de pedra e as paredes em taipa. Toda a envolvente foi propositadamente aplanada, observando-se um fosso escavado em redor da fortificação de secção semicircular ou trapezoidal com 3,60 m de largura e 1,10 de profundidade máxima. Este fosso surge interrompido na zona que outrora correspondeu à entrada no recinto. História Como resultado dos trabalhos arqueológicos realizados no Castelo Belinho foi possível identificar três grandes momentos de ocupação. Numa primeira fase foi identificada uma aldeia com a respetiva necrópole datada do período Neolítico Antigo-Médio (meados do V milénio a.C) tendo sido detetados vários buracos de poste bem como alguns empedrados relacionados com os pisos existentes. No local foram registadas também algumas sepulturas e silos escavados no substrato rochoso. Relativamente aos materiais exumados, destaque-se os restos humanos relacionados com a necrópole, os vestígios de fauna e os abundantes artefactos em pedra, concha ou cerâmica. Um segundo momento de ocupação refere-se à construção da fortificação em taipa com paralelos nas estruturas existentes nos sítios arqueológicos de Mesas do Castelinho em Almodôvar e no Castelo Velho de Alcoutim. No interior do recinto identificaram-se algumas estruturas que, segundo os investigadores responsáveis pelos trabalhos arqueológicos (GOMES, 2013), correspondem a uma residência aristocrática do período Almóada. Associado a este nível arqueológico foram exumadas cerâmicas esmaltadas e artefactos de metal como uma foice, uma lâmina de machado, pregos, para além de uma bala de funda. O terceiro momento de ocupação do espaço corresponde ao século XVII, estando sobretudo associado ao surgimento de um conjunto de cerâmicas. Maria Ramalho/DGPC/2016, baseado no processo de classificação: Vera Freitas/ C.M.Portimão/2015. | ||||||||||||
Processo | |||||||||||||
Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||
Outra Classificação | |||||||||||||
Nº de Imagens | 0 | ||||||||||||
Nº de Bibliografias | 2 |
TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
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Castelo Belinho, uma residência fortificada almóada | GOMES, Rosa Varela | Edição | 2013 | Lisboa | |
Castelo Belinho, uma residência fortificada almóada | GOMES, Mário Varela | Edição | 2013 | Lisboa | |
Uma fortificação islâmica do termo de Silves: O Castelo Belinho, p. 39-46 | GOMES, Mário Varela | Edição | 1999 | Mértola | |
Uma fortificação islâmica do termo de Silves: O Castelo Belinho, p. 39-46 | GOMES, Rosa Varela | Edição | 1999 | Mértola |
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